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A Greve dos Trabalhadores em Vigilância no Tocantins: Um Retrato da Repetição e da Negligência.

  • Foto do escritor: SINTVISTO
    SINTVISTO
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Entra ano e sai ano e nada muda nos contratos do estado.

Ipanema: Três Anos de Contrato e Três Anos de Violações.


Os vigilantes da empresa Ipanema, que atuam na área da saúde do Estado do Tocantins, convivem há mais de três anos com um cenário de descaso e repetição. O contrato, que deveria garantir estabilidade e eficiência, tornou-se sinônimo de atrasos salariais, falta de pagamento do vale-alimentação e desrespeito sistemático aos direitos trabalhistas.


A cada greve, os trabalhadores denunciam não apenas o atraso de seus vencimentos, mas a perpetuação de um modelo que normaliza a precarização. A Ipanema, mesmo sendo contratada para assegurar a segurança em hospitais e unidades de saúde, falha em cumprir sua obrigação mais básica: garantir dignidade a seus vigilantes.


O Estado, como contratante, não pode se eximir de responsabilidade. Três anos de contrato sem mudanças revelam não apenas a ineficiência da empresa, mas também a omissão do poder público em fiscalizar e corrigir irregularidades.

Enquanto não houver medidas concretas, a greve continuará sendo o único instrumento de resistência. E cada paralisação será um lembrete de que a dignidade dos vigilantes da Ipanema não pode ser eternamente adiada.

Três anos de contrato, três anos de atrasos: a exploração virou rotina e a dignidade foi esquecida.
Três anos de contrato, três anos de atrasos: a exploração virou rotina e a dignidade foi esquecida.

É inadmissível que, após mais de três anos de contrato com o Estado do Tocantins, empresa como Ipanema continua a violar sistematicamente os direitos dos vigilantes, impondo atrasos de salários e vale-alimentação como se fosse rotina. Trata-se de um desrespeito gritante à dignidade de trabalhadores que garantem a segurança da saúde pública, enquanto o poder público assiste passivamente a esse ciclo de exploração. A cada greve, não se vê apenas uma paralisação: vê-se o retrato da negligência, da omissão e da injustiça que já não pode ser tolerada.

 
 
 

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